Escola de Fambacuatsi recebe carteiras novas

CERCA de 270 alunos de um total de 7200 que recebem aulas sentadas ao chão no distrito de Jangamo deixaram de “escrever sobre o joelho”, mercê da oferta de 44 carteiras duplas à Escola Primária do 1.º e 2.º Grau de Fambacuatsi, no quadro da implementação do projecto “Vamos Tirar Nossas Crianças do Chão”.

As carteiras foram ofertadas ao Governo pela empresa Mutamba Mineral, uma instituição que opera na indústria extractiva, concretamente nos distritos de Inharrime e Jangamo.

O administrador de Jangamo, José Jeremias, explicou que a alocação de carteiras constitui uma das intervenções no capítulo da responsabilidade social, uma contribuição de todos exploradores de recursos naturais prevista no ordenamento jurídico nacional sobre esta matéria.

José Jeremias fez saber que a escolha da escola de Fambasuatsi para a recepção de carteiras é uma das formas encontradas para estimular a comunidade local, que no meio das dificuldades impostas pela conjuntura económica mobilizou-se e ergueu duas salas de aula com material convencional para minimizar a falta de espaços condignos para leccionação.

Aquele dirigente reconheceu que o mobiliário oferecido vai minimizar o défice de 1800 carteiras necessárias para apetrechar as escolas cujos alunos ainda estudam sentados no chão e a “escrever sobre o joelho”.

José Jeremias apelou aos demais operadores económicos do distrito a cumprir com a norma estabelecida no país no que diz respeito à canalização de 20 por cento da exploração de recursos naturais, porque Jangamo, tal como outros distritos da província de Inhambane, ainda tem muitas necessidades básicas não só no sector da Educação, como também em muitas outras áreas.

Dados em nosso poder indicam que, além do distrito de Jangamo, a Mutamba Mineral ofereceu 43 carteiras duplas ao Governo do Distrito de Inharrime.

Por seu turno, o director da Mutamba Mineral, Vagner Oliveira, disse que a oferta constitui apenas uma demonstração da intervenção da sua empresa no desenvolvimento social do distrito, um contributo que, segundo garantiu, surge como resultado do diálogo permanente com o Governo local.

“Ainda estamos a instalar a fábrica. Ainda não começámos operar. Portanto, queremos informar que um dos objectivos das nossas actividades neste distrito é apoiar as comunidades locais. Hoje alocámos carteiras e na próxima vez poderemos intervir noutras áreas. Temos 30 trabalhadores na sua maioria nacionais e na fase de exploração vamos aumentar. Portanto, queremos contribuir para o desenvolvimento do distrito”, assegurou Vagner Oliveira.